27 março, 2018

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Intérprete que esteve à frente do microfone do Império Serrano em 2016 e 2017 chega à Verde e Rosa com a missão de manter a pegada do carro de som

Marquinho com o presidente, Chiquinho da Mangueira/Divulgação Mangueira


Acabou o mistério! A Mangueira anunciou que já tem novo intérprete e ele veio dos lados de Madureira, mais precisamente da Serrinha. Marquinho Art'Samba, ex-Império Serrano, será a voz de frente da Estação Primeira no ano de 2019. Fato curioso, tendo em vista que a própria Verde e Branco havia anunciado há poucos dias a renovação com o cantor e chegou a postar na rede social da agremiação o acerto da renovação. 

Ao blog "Repinique", Marquinho Art'Samba falou um pouco sobre essa nova fase de sua vida.
- Vou cantar na escola do meu coração. Pretendo ficar aqui até os últimos dias da minha vida - disse o intérprete, que fará 48 anos no próximo dia 20 de abril.

Marquinho Art'Samba, que tem esse nome pelo grupo de samba que integrava quando jovem, é natural de Mesquita, baixada fluminense. Começou sua carreira no carnaval carioca em 2002, como voz de apoio na Grande Rio, naquele ano o qual Quinho foi o intérprete oficial da agremiação caxiense. E foi sempre como integrante dos carros de som que passou também por Inocentes de Belford Roxo, Portela, Mocidade, Porto da Pedra, Unidos de Padre Miguel, Imperatriz, até chegar no Reizinho de Madureira.


Cabe ressaltar, inclusive, que foi em 2013 que conheci o talento de Marquinho, naquele enredo da Unidos de Padre Miguel O Reencontro entre o céu e a terra no Reino de Alá Áfin e Oyó, quando a agremiação e a sua voz ainda não tinha se projetado completamente para o mundo do carnaval. Seguiu na Vermelho e Branco de Padre Miguel no ano seguinte (Decifra-me ou te devoro: Enigmas - chaves da vida) e em 2015 (Cavaleiro Armorial mandacariza o carnaval), naquele ano em que a agremiação trouxe uma belíssima homenagem ao saudoso escritor paraibano, Ariano Suassuna. E foi assim que Marquinho Art'Samba recebeu dois prêmios: Estrela do Carnaval 2015 como melhor intérprete da Série A e o SRZD, na mesma categoria.

Seu talento ultrapassou os limites da Zona Oeste e a sua voz foi até Ramos para estrear no Grupo Especial do carnaval carioca e sua projeção na carreira como intérprete oficial. Já na Imperatriz, em 2016, cantou na Sapucaí É o amor... que mexe com a minha cabeça e me deixa assim... – Do sonho de um caipira nascem os filhos do Brasil, quando cantou a carreira de Zezé Di Camargo e Luciano. Sexto lugar no seu primeiro ano como front-man em uma escola de samba no grupo.

Em 2017 ele não seguiu na Imperatriz Leopoldinense e surgiu como primeira vez no Império Serrano, sendo campeão com Meu quintal é maior do que o mundo, enredo inspirado em Manoel de Barros, escritor matogrossensse e a literatura pantaneira. Campeão na Serrinha. Mesmo com a última colocação do Reizinho de Madureira no Grupo Especial 2018, Marquinho segurou muito bem um samba com tantas alternâncias melódicas. E em 2019, talvez seja o maior desafio da carreira assumir o posto de intérprete, que já pertenceu ao lendário Jamelão e Luizito. 

Alô Mangueira! Agora é a nossa vez! Vem, vem, vem comigo!


25 março, 2018

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Intérprete campeão com a agremiação em 2016, Ciganerey está fora da Mangueira. Verde e Rosa não dá sequência à dupla de mestres e Wesley é o novo comandante da bateria "Tem que Respeitar meu Tamborim" 

Arte: carnavalinrio.rio
Após 3 carnavais no posto de primeira voz do carro de som da Estação Primeira de Mangueira, o intérprete Ciganerey não está mais na agremiação. O cantor foi dispensado e o presidente da Verde e Rosa se pronunciou.

- Não tenho palavras para agradecer Ciganerey por tudo. Logo após a perda do Luizito, não pensei duas vezes e passei pra ele a grande responsabilidade de ser a voz oficial da Mangueira. Não me arrependo, Ciganerey sempre buscou dar o seu melhor pelo nosso pavilhão e vida aos nossos hinos na Sapucaí - disse Chiquinho da Mangueira, ao site Sambarazzo.

O intérprete Ciganerey chegou à Estação Primeira de Mangueira em 2010, no lugar de Rixxah, no projeto dos Três Tenores da Mangueira, quando Luizito e Zé Paulo Sierra eram as vozes da agremiação. Houve um hiato na sua passagem na escola nos carnavais de 2014 e 2015. Com o falecimento de Luizito, foi convidado para retornar à Mangueira, onde foi campeão no seu primeiro ano como intérprete oficial no carro de som, desta vez solo, no ano de 2016. Neste ano recebeu o prêmio Gato de Prata como melhor intérprete do Grupo Especial e o Tamborim de Ouro, no mesmo quesito. 



E o rodízio dos profissionais do carnaval já seguia aquecido pelos lados da Mangueira. Rodrigo Explosão e Vitor Art foram dispensados do comando da bateria da Verde e Rosa no dia 14 de março. A dupla esteve à frente dos ritmistas da escola por quatro anos consecutivos, tendo recebido três notas 9,9 e apenas um 10 no carnaval 2018, totalizando 29,9 pontos com o descarte. Somente o Império Serrano, com a mesma pontuação, e a Vila Isabel (29,8) não alcançaram os 30 pontos. Para o posto, Mestre Wesley, que também é cria da Mangueira e já esteve à frente dos ritmistas da Mangueira do Amanhã é filho de Totoca, ex-presidente da bateria. 

Mestre Wesley passou 11 anos como ritmista da Estação Primeira de Mangueira, de 1987 até 1998, ano o qual a Verde e Rosa dividiu o título do carnaval com a Beija-Flor. Enquanto Mestre Russo estava na escola, o novo Mestre de Bateria foi diretor deste segmento (de 1999 até 2003) e também com Mestre Taranta, em 2008. A carreira dele não para por aí: Junto com Alemão do Cavaco, foi diretor de harmonia nos carnavais de 2012 e 2013, além de viajar o mundo divulgando o trabalho cultural da agremiação no show Os Meninos da Mangueira, junto com Dona Zica, Cristolina, Mocinha e Delegado.


21 março, 2018

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Ator, pai de Rocco e Camila Pitanga, e marido da deputada Benedita da Silva terá sua vida e carreira contada/cantada no Tigre de São Gonçalo no ano de 2019




O carnaval nunca para. Pouco mais de um mês depois e já temos divulgação de alguns enredos pelo Rio de Janeiro. Dessa vez o anúncio vem de São Gonçalo. O Porto da Pedra fez seu pronunciamento oficial sobre o enredo de 2019. Antônio Luiz Sampaio, o Antônio Pitanga, terá a sua vida e carreira contada na Marquês de Sapucaí. Inclusive ele tem inúmeras (mais de 50) participações em desfiles pelas escolas de samba do Rio. 

No último domingo (19/3) foi homologado na casa de Camila Pitanga, atriz e filha do homenageado, com o carnavalesco Jaime Cezário, Benedita, Rocco, Camila e o próprio Antônio a decisão. Estiveram presentes também o presidente do Porto da Pedra, Fabio Montibelo, que conduz a administração da agremiação de forma respeitável desde 2013, e os compositores Altay Veloso e Paulo César Feital.
Foto O São Gonçalo
O ator fez questão de demonstrar sua gratidão pelo convite.

- Me sinto honrado e grato pelo convite. É essa nobreza de compartilhar um pouco da história do país, da letra, da música, que admiro e quero levar junto para a Avenida - pontuou Antônio Pitanga, de 79 anos de idade, ao site Sambarazzo.

Com 59 participações no cinema, inclusive no alemão Weit ist der Weg, de 1960, o ator também já teve 45 atuações em novelas de diversas emissoras, além do espetáculo da peça de teatro Hair, de 1970. O nome Pitanga, inclusive, só se fixou à figura do soteropolitano quando disputou cadeira na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, tornando de forma oficial o sobrenome, que fora de um personagem o qual Antônio representou no filme Bahia de Todos os Santos. 

E não foi só atuando que Antônio Pitanga viveu. Dirigiu o longa-metragem Na boca do mundo (1979), que expõe a importância dos negros dirigirem seus filmes para que haja diversidade na narrativa audiovisual, campo majoritariamente exercido por pessoas brancas.







15 março, 2018

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Quinta vereadora mais votada na cidade foi executada em localidade entre batalhões da Polícia Militar. Meios de comunicação maiores insistem em tentativa de assalto, mesmo sem nada ter sido levado

Marielle Franco se dedicava também ao combate à violência em todas as esferas / Reprodução

Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, foi assassinada na quarta-feira (14) nos arredores do Batalhão de Choque da Polícia Militar, um presídio, um hospital da polícia e uma Unidade de Polícia Pacificadora. Há veículos de comunicação que insistem na hipótese de tentativa de assalto, mesmo com 5 disparos na cabeça de Marielle e nada sendo levado (até então, assalto não seria uma subtração dos nossos bens sob coação?). A motivação do crime? Coincidência ou não, dias antes, ela havia recebido denúncias de abusos policiais na comunidade do Acari, além de acompanhar de perto o processo de intervenção ridícula militar no Rio de Janeiro. O motorista do carro, Anderson Gomes, também foi executado.

A vereadora, inclusive, recebia via whatsapp pedidos de ajuda de esposas e famílias de policiais militares mortos em confronto. Sua luta pelos direitos humanos sempre foi incessante, desde o início da sua vida de militância.

A Portela e a Estação Primeira de Mangueira prestaram homenagens à Marielle. Na íntegra, a nota da Portela:

"A partir de agora, todos os eventos e ações do Departamento Cultural do G.R.E.S. Portela serão atos de resistência cultural e política, em nome de Paulo da Portela, Antônio Candeia Filho e de todo povo negro. Homens e mulheres da Portela não se calarão com a clara demonstração de intimidação que foi a execução da vereadora Marielle Franco."

Nota da Estação Primeira:


"Marielle a rosa que ousou falar!
Lamentamos profundamente o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL, no final da noite desta quarta-feira, 14 de março, na cidade do Rio de Janeiro.
É um crime que atinge a todos moradores de favela, mulheres, LGBT, jovens e negras(os), que tinham na luta e na pessoa da Marielle uma voz que denunciava abusos de autoridades e a violência contra o povo excluído da nossa “cidade maravilhosa”.

Potencializamos nossa voz ao lado daqueles que defendem uma sociedade mais justa, democrática e igualitária para todas e todos para que este crime tenha rigorosa e imediata apuração.
Nossa solidariedade aos familiares, amigos e companheiras(os) de luta da vereadora Marielle.
Vamos prosseguir com sua luta contra a violência e os abusos contra o povo pobre, pois como cantamos em nosso desfile, “Ninguém vai calar a Estação Primeira”.
Iremos plantar mais rosas que como Mariele ousaram falar, em breve teremos um lindo jardim e nossa cidade voltará a ser maravilhosa com uma primavera adorada.
Marielle presente!"

N.E: Marielle, em mais uma coincidência quanto a motivação do crime, foi assassinada justamente no Dia Mundial Contra a Violência Policial.

13 março, 2018

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Agremiação da Vila Valqueire tem enredo desenvolvido por Ney Lopes (presidente) e do grande compositor de sambas Samir Trindade 


2019 já começou para muita escola de samba. A União de Jacarepaguá, por exemplo, já definiu o seu enredo, que foi elaborado pelo próprio presidente da escola, Ney Lopes, em conjunto com Samir Trindade, compositor com parceria tricampeã na Portela, multicampeão em inúmeras agremiações e que compôs um dos sambas mais memoráveis da Unidos de Padre Miguel, no ano de 2017, com Ossain: o poder da cura (clique no link para ouvir).
Cabe ressaltar que a União, enquanto desfilante da Marquês de Sapucaí, recebeu três prêmios de melhor Samba Enredo. Em 2004, com Rio de Janeiro - o Rio que o mundo inteiro ama (acesse o link para ouvir o samba), foi premiada com o Estandarte de Ouro, Prêmio S@mba-Net e Troféu Jorge Lafond. O intérprete Rixxah conduziu a escola com sua voz neste ano, tendo como apoio o fortíssimo intérprete Igor Vianna (atualmente na Alegria da Zona Sul e também filho do lendário Ney Vianna, da Mocidade).
O responsável pela elaboração do carnaval da Verde e Branco de Jacarepaguá será  o talentoso Jorge Caribé, que já foi carnavalesco da agremiação em 2013, no enredo Dos barões do café à cidade universitária: Vassouras, o ouro verde do Brasil!, na Série A - ano o qual os Grupos A e B se fundiram, garantindo a União neste grupo - e em 2014, quando amargou o rebaixamento com o belo enredo Iorubás - a história do povo Nagô. Em 2015 permaneceu na União de Jacarepaguá para assinar a apresentação pelo Grupo B, mas dividiu suas funções na Série A com a Renascer, que é da mesma região. 
Jorge Caribé se afastou da agremiação no ano de 2016, mas retornou à União de Jacarepaguá em 2017, quando ela desfilaria no Grupo C após rebaixamento no ano anterior. Com Os Retornantes, a Verde e Branco não obteve êxito, tendo de desfilar em 2018 no Grupo C, onde conseguiu a quarta colocação com Caruaru: a capital do Forró e do São João mais arretado do Brasil
Assim, a escola do bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro vem para 2019 com o enredo Africanidade. O que vai pintar em 2019? Não sabemos. Mas já sabemos o que podemos esperar do samba, com a sinopse já divulgada. Confira na íntegra: 

AFRICANIDADE - União de Jacarepaguá 2019.

Carnavalesco: Jorge Caribé.
Autores: Ney Lopes e Samir Trindade



Sinopse


As cores da África.
Por diversas vezes nas passarelas tupiniquins, já vimos passar a segregação do povo africano.
Enredos históricos, sambas antológicos, desfiles memoráveis, permitiram a reflexão de um período triste de nossa existência.

Porém, chega de sofrimento! Dessa vez, é com a alegria típica de nosso povo, que pintaremos a avenida com as cores do continente que mais nos influenciou!
A cultura, a ginga, a astúcia para vencer as adversidades sempre com o sorriso no rosto, com o jongo, a capoeira, o samba de roda, o lundu, o maracatu, a congada, e tantos outros ritmos diferentes país afora.


Iaiá vai cantar pra ioiô, e ioiô pra iaiá. A baiana vai virar seu tabuleiro, as lindas mulheres e seus turbantes coloridos irão enfeitiçar seu olhar. As estamparias, o arco-íris em pleno chão de onde brotam as raízes dos baobás, testemunhas de todos os sentimentos.
Queremos brincar, e assim mostrar que nossas referências produziram muito mais que samba e feijoada, estão dentro de nós, pulsando alegria, e provando que cada brasileiro carrega nas veias o sangue da Mãe África.


Nosso discurso é simples, não queremos contar nenhuma história escondida no tempo, nem exaltar nenhum personagem da literatura. Pretendemos apenas mostrar um pouco do nosso modo de viver, e fazer um carnaval no carnaval.


Quando a sirene tocar, e o surdo iniciar seu ritual para nos trazer a felicidade, seremos AFRICANIDADE, negritude, senzala em festa, todos reis e rainhas, mostrando o porquê de sermos assim, um povo que canta FELIZ!


Salve o Brasil!
Salve a União de Jacarepaguá!

Salve a África!

11 março, 2018

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Saiba também carnavalescos que hoje assinam carnaval na Sapucaí, que estrearam ou passaram em início de carreira pela Primeira Academia do Samba

Leo Jesus fará seu primeiro carnaval / Divulgação GRES Acadêmicos do Engenho da Rainha


A agremiação que conquistou a quinta colocação no Grupo B do carnaval carioca tem novo nome para produzir o enredo do Engenho da Rainha. Leo Jesus é o novo carnavalesco da escola. Será seu primeiro trabalho à frente da elaboração de um carnaval, que já terá a experiência do jovem como figurinista, cenografias, trabalhando também nos barracões de agremiações como Cubango, Tuiuti, Viradouro, Vila Isabel e Império da Tijuca.
O Acadêmicos do Engenho da Rainha aposta neste novo talento que surge no carnaval. Foi lá, inclusive, que surgiu o atualmente carnavalesco do Porto da Pedra, Jaime Cezário, estreando no antigo Grupo A da Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ) com Luís Almeida, em 1993. O enredo era Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, que rendeu a permanência naquele grupo. 
No ano seguinte, em 1994, Jaime Cezário assinaria solo Entre festas e fitas, e Yolhesman Crisbeles - A República de Ipanema é um desbunde, em 1995. Quem também atualmente brilha no cenário do carnaval carioca e assinou carnaval pela agremiação do Engenho da Rainha no início de suas trajetórias no mundo do samba foram Paulo Menezes, em 1998 (5º lugar no Grupo B. Curiosamente, 20 anos depois, em 2018, a mesma colocação, no mesmo grupo) e Jorge Caribé, em 2001 (7º lugar no Grupo C).
O objetivo da Primeira Academia do Samba para 2019 é conquistar o acesso para a Série A e mostrar seu carnaval na Marquês de Sapucaí novamente, feito que ocorreu pela última vez no ano 2000.

N.E: Ao G.R.E.S Acadêmicos do Engenho da Rainha, ficam as minhas felicitações na aposta em novos nomes do carnaval. É de suma importância que o artista tenha seu talento reconhecido a ponto de receber um convite para assinar o carnaval. Em tempos de desvalorização da cultura pelo poder público, desejo muitas alegrias também ao mais novo carnavalesco Leo Jesus, que poderá mostrar seu talento elevando o pavilhão da Primeira Academia do Samba. Brilhem!


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As preparações do carnaval 2019 já estão acontecendo na Intendente Magalhães. Agremiação da Zona Oeste foi a 7ª colocada no Grupo E no carnaval deste ano

Paulinho, Laís e Jean Baleado seguem na Verde e Rosa da Zona Oeste / Divulgação Unidos de Manguinhos


De olho no carnaval de 2019, a Unidos de Manguinhos começou a agitar os preparativos, renovações e contratações.
Paulinho e Laís Menezes, que formaram o primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Verde e Rosa da Zona Oeste, ambos se formados no projeto Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Porta-Estandarte Manoel Dionísio (acesse o link para conhecer o projeto de formação de dançarinos), confirmaram presença no próximo carnaval. Eles tiveram a primeira oportunidade de dançar juntos no Tupy de Brás de Pina e no Acadêmicos do Engenho da Rainha, agremiação na qual a mãe de Paulinho, Mônica Menezes, já defendeu o pavilhão como Porta-Bandeira. Ela também foi a responsável por apresentá-los aos jurados.

- Foi a estreia deles como 1º casal e eu, particularmente, fiquei com o coração aos pulos, pois vejo a dedicação, garra e determinação dos dois. Eles buscam evoluir a cada dia e sei que vão chegar longe, inclusive ajudando Manguinhos - afirmou Mônica, ao portal "Folia do Samba".

Mais um que dará sequência ao trabalho na agremiação será o Mestre Jean Baleado. Em 2018 ele estreou à frente da bateria e deu o seu tom na regência dos ritmistas.

A Unidos de Manguinhos foi a 7ª colocada no Grupo E do carnaval com o enredo Hoje a festa é do povo da floresta, assinado por Filipe Pereira.

07 março, 2018

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Carnavalesco ex-Tradição assina com a agremiação de Niterói para 2019

O Largo da Batalha deve ter se entristecido com o rebaixamento da Acadêmicos do Sossego após estreia na Série A em 2017 e permanência no grupo para o carnaval 2018, a Azul e Branco de Niterói anunciou a contratação do carnavalesco Leandro Valente, de 36 anos.
Reprodução Facebook
Valente começou a carreira em uma agremiação da cidade vizinha, o Porto da Pedra, de São Gonçalo, como assessor de imprensa em 2008, chegou a ser diretor artístico do Tigre e se tornou carnavalesco no ano de 2013 e substituiu Fábio Ricardo (que dividia suas atividades também com a São Clemente, à época) a convite do presidente Fabio Montibelo, em meio a crise que a Vermelho e Branco passou naquele ano, chegando a ter 5 presidentes em uma semana, quando o atual mandatário assumiu de vez o comando.

Sua estreia assinando solo a confecção do carnaval foi em 2013, com o enredo Me diga o que calças, que eu te direi quem és!, no primeiro ano do Grupo de Acesso sob comando da LIERJ, naquele ano em que o Grupo de Acesso A e B foram fundidos. A nona colocação foi o que o Tigre de São Gonçalo conseguiu naquele ano conturbado, mas superado com o segundo carnaval que Leandro Valente assinaria no ano seguinte, Majestades do Samba, os defensores do meu Pavilhão!, primeiro enredo autoral do artista plástico, que visava homenagear todos os casais de mestre-sala e porta-bandeira (marcaram presença no desfile Lucinha Nobre e Selminha Sorriso), saudava suas origens e sua função na agremiação. Nessa apresentação emocionante, quarta colocação.

O trabalho não foi continuado e Leandro foi para o carnaval de Porto Alegre, fazendo em conjunto os enredos da Tradição. De 2015 a 2018, um vice-campeonato, um terceiro lugar e duas quartas colocações com a Azul e Branco de Campinho.

- O amor a arte e ao carnaval move minha vida. Poder produzir um espetáculo para brindar o público é algo que ultrapassa os limites da emoção e me enche de prazer! Juntar tudo isso numa agremiação que exalta a minha cidade é mais gratificante ainda! Sou niteroiense e sempre quis poder defender as cores do pavilhão de uma escola que tem as minhas origens. Será uma parceria genuína e que já me deixa muito honrado. Só tenho a agradecer ao presidente Wallace Palhares pela confiança no meu trabalho. Será uma temporada onde farei o meu melhor para encher do orgulho a comunidade do Largo da batalha, de toda Niterói e do nosso carnaval carioca - disse o carnavalesco, ao anunciar o acerto.

06 março, 2018

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Tem até prévia do enredo! Pelo quarto ano consecutivo, carnavalesco assina o desfile da escola de Copacabana. 


Foto: Rafael Arantes


Oitava colocada no carnaval da Série A em 2018 (8ª colocação), resultado melhor que o de 2017   quando homenageou Beth Carvalho e alcançou somente o 13º posto, a Alegria da Zona Sul confia na manutenção da equipe de carnaval. Marco Antonio Falleiros assinou a renovação do seu contrato e fará em 2019 o desfile da Vermelho e Branco.

Falleiros iniciou seu trabalho na agremiação em 2006, na comissão de carnaval de um dos desfiles que seriam um dos mais memoráveis da Alegria da Zona Sul, mas que amargou o rebaixamento com seríssimos problemas técnicos durante a sua passagem na Sapucaí. Em 2007, Marco Antonio assume sozinho o posto de carnavalesco, onde permanece até 2010 e retorna em 2016 com o enredo Ogum, tendo como intérprete o carnavalesco Tiganá. Sendo que nos dois carnavais anteriores com Sacopenapã e Kari'Oka (ambos na voz do saudoso Edmilton Di Bem), ela passou tirando fino da zona de descenso para a Intendente Magalhães e foi em 2016 que ela conseguiu fazer um desfile que não colocava em dúvida a sua permanência na Série A. No ano passado, por muito pouco não ficou no lugar da União do Parque Curicica e foi rebaixada. Em 2018, a Alegria veio com o enredo Bravos Malês! a Saga de Luiza Mahin, que foi uma escrava liberta, símbolo de resistência ideológica e luta.

O presidente da agremiação do Cantagalo, Pavãozinho e Pavão, Marquinhos Almeida, ao "SRZD Carnaval" se mostrou empolgado e animado com a permanência do artista na Zona Sul.

- O Marco Antonio é um exclente profissional e eu fico extremamente feliz por tê-lo conosco. Em 2019, faremos um Carnaval ainda melhor do que foi visto em 2018. Peço que a comunidade continue acreditando em nós, pois não os decepcionaremos - concluiu o mandatário.

Falleiros ainda deu uma canja do que a Alegria da Zona Sul trará para 2019 ao ressaltar a felicidade de permanecer "em casa".

- Estou muito feliz com a renovação. O presidente Marquinhos e eu estamos muito empolgados com nosso projeto para 2019, que já está em desenvolvimento e mexerá bastante com a fé e a religiosidade das pessoas, quero levá-las a um plano espiritual. Nossa comunidade também está feliz, pois mesmo com todas as dificuldades, compraram nossa ideia e acreditaram em nós. Teremos mais um ano de muito trabalho e dedicação. Faremos um carnaval em busca do título para encher de orgulho a comunidade do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo - disse Marco Antonio.


Em nota, a Alegria da Zona Sul foi expulsa do seu barracão pela prefeitura do Rio e o bispo Crivella para a renovação da zona portuária da cidade.



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Carnavalesco campeão com a Viradouro em 2018 assina com a escola da Zona Oeste, e terá a companhia de Alex de Oliveira, ex-Rocinha

Divulgação/Unidos de Bangu

Como já dito no blog, o carnaval não para. Seguindo a levada das demais agremiações e suas danças das cadeiras, a Unidos de Bangu tratou de se movimentar no mercado e anunciou a contratação de Edson Pereira, que também fez parte da Mocidade em 2016 e 2017 (campeão com Alexandre Louzada, inclusive), campeão com a Viradouro na Série A em 2018, e que também já firmou acordo com a Vila Isabel para o Carnaval do Grupo Especial. Junto com ele, Alex de Oliveira, carnavalesco com passagens pela Acadêmicos da Rocinha e professor da Universidade Veiga de Almeida, chega para trabalhar junto com a comissão de carnaval.

Cabe ressaltar que a Unidos de Bangu tem se esforçado por um orçamento maior. Em 2018, por exemplo, trouxe no carro de som Leandrinho e Thiago Britto, que já foram as vozes de grandes escolas, como Estácio, Sossego, Tuiuti e Caprichosos de Pilares. E se agregando ao grupo, o carnavalesco Cid Carvalho (campeão com a Beija-Flor neste ano) assinou o desfile da Alvirrubra da Zona Oeste, mas que também saíram de Bangu, substituídos por Tem-Tem Jr. e Luís Oliveira.

Edson, inclusive, foi responsável por desfiles memoráveis da Unidos de Padre Miguel, onde começou em 2006. Durante os anos de 2014, 2015, 2016 e 2017, o carnavalesco foi responsável por um espetáculo à parte quando a escola vizinha de Bangu desfilava. No entanto, a agremiação sempre bate na trave, seja com vices-campeonatos por falhas na execução do andamento do desfile, ou por fatalidades, como a fratura na perna de Jessica Ferreira em 2017, em frente à cabine de jurados, a retirando da apresentação. Edson Pereira, também já havia elaborado um carnaval da Viradouro, mas em 2010, quando a escola de Niterói passava por profunda crise e terminaria rebaixada. Foi ele também quem pediu a contratação do parceiro de criação.

Enquanto Alex de Oliveira já elaborou dois carnavais da Acadêmicos da Rocinha (assinando solo) e participou da confecção de desfiles da Portela e Unidos do Jacarezinho. Em 2015, pelo Grupo B, Alex foi campeão com a escola de São Conrado e em 2016 manteve a agremiação na Série A.

05 março, 2018

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Como se fala de carnaval o ano todo? Com a existência dele em evidência somente no mês de fevereiro ou março, mas que durante os demais meses não conseguimos enxergar?

Para quem não sabe, todo o trabalho de pesquisa e apuração é feito quase que em sequência do carnaval, poucas semanas depois. Exemplo disso é que hoje (5/3), a Independentes de Olaria, agremiação vencedora do Grupo E do carnaval carioca, já escolheu seu enredo para o ano que vem De canto em canto, te conto um conto, uma homenagem a Luis da Câmara Cascudo, que foi historiador, antropólogo, advogado e jornalista (homenageado inclusive na nota de cinquenta mil cruzeiros, em 1991), produziu contos populares e folcloristas, com olhar infantilizado, no deslumbre da criança.

Segundo Guilherme Estevão, carnavalesco da agremiação "O desfile prestará uma homenagem ao folclore brasileiro, a obra de Câmara Cascudo ainda pouco explorada no Carnaval, a memória, oralidade popular e a pureza da infância dos vários cantos do país"

Ou seja, temos atividade carnavalesca já se iniciando em menos de um mês após o desfile. Ele está presente na vida de milhares de pessoas ao longo dos anos. Inclusive da minha, já que posso dizer que acompanho o carnaval de forma mais assídua desde os 7 anos de idade, quando minha vó ainda era baiana da São Clemente no célebre enredo Maiores são os poderes do povo...se liga na São Clemente. Desde então o amor pelo carnaval só aumentou.

Nesse espaço, pretendo colocar aqui análises imparciais, às vezes acalorada e frias sobre julgamentos das agremiações, diretorias ativas/passivas, patrocinadores, direitos de transmissão do maior evento cultural do mundo, etc. CRÍTICA, como o nome do blog, que também é uma homenagem à Aurinegra da Zona Sul do Rio e seu histórico crítico e irreverente de fazer carnaval. Em breve, atualizações a informações!