Quinta vereadora mais votada na cidade foi executada em localidade entre batalhões da Polícia Militar. Meios de comunicação maiores insistem em tentativa de assalto, mesmo sem nada ter sido levado
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| Marielle Franco se dedicava também ao combate à violência em todas as esferas / Reprodução |
Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, foi assassinada na quarta-feira (14) nos arredores do Batalhão de Choque da Polícia Militar, um presídio, um hospital da polícia e uma Unidade de Polícia Pacificadora. Há veículos de comunicação que insistem na hipótese de tentativa de assalto, mesmo com 5 disparos na cabeça de Marielle e nada sendo levado (até então, assalto não seria uma subtração dos nossos bens sob coação?). A motivação do crime? Coincidência ou não, dias antes, ela havia recebido denúncias de abusos policiais na comunidade do Acari, além de acompanhar de perto o processo de intervenção ridícula militar no Rio de Janeiro. O motorista do carro, Anderson Gomes, também foi executado.
A vereadora, inclusive, recebia via whatsapp pedidos de ajuda de esposas e famílias de policiais militares mortos em confronto. Sua luta pelos direitos humanos sempre foi incessante, desde o início da sua vida de militância.
A Portela e a Estação Primeira de Mangueira prestaram homenagens à Marielle. Na íntegra, a nota da Portela:
Nota da Estação Primeira:
"Marielle a rosa que ousou falar!
Lamentamos profundamente o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL, no final da noite desta quarta-feira, 14 de março, na cidade do Rio de Janeiro.
É um crime que atinge a todos moradores de favela, mulheres, LGBT, jovens e negras(os), que tinham na luta e na pessoa da Marielle uma voz que denunciava abusos de autoridades e a violência contra o povo excluído da nossa “cidade maravilhosa”.
Potencializamos nossa voz ao lado daqueles que defendem uma sociedade mais justa, democrática e igualitária para todas e todos para que este crime tenha rigorosa e imediata apuração.
Nossa solidariedade aos familiares, amigos e companheiras(os) de luta da vereadora Marielle.
Vamos prosseguir com sua luta contra a violência e os abusos contra o povo pobre, pois como cantamos em nosso desfile, “Ninguém vai calar a Estação Primeira”.
Iremos plantar mais rosas que como Mariele ousaram falar, em breve teremos um lindo jardim e nossa cidade voltará a ser maravilhosa com uma primavera adorada.
Marielle presente!"
N.E: Marielle, em mais uma coincidência quanto a motivação do crime, foi assassinada justamente no Dia Mundial Contra a Violência Policial.

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