22 julho, 2018

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De Niterói, o Bem Amado conversou com o Olha a Crítica, e contou sobre a fundação da agremiação, diretoria, personalidades na escola, a Diretora de Bateria Priscila Oliveira - pelo terceiro ano à frente dos ritmistas, além do Diretor de Carnaval e Harmonia que é um dos diretores do Mestre Átila, na Acadêmicos do Sossego! Dá um confere na ENTREVISTA EXCLUSIVA!

O pavilhão da agremiação niteroiense / Divulgação Facebook
Suelen Fonseca é a diretora de barracão
 / Divulgação Facebook
Vou começar com uma narrativa curiosa: Uma adição no meu perfil no Facebook me despertou curiosidade. Eu era adicionado pelo G.R.E.S Bem Amado. Confesso que até ali, não havia ouvido falar da escola. Porém, checando informações e o próprio perfil (https://www.facebook.com/gres.bemamado.1) na rede social da escola de samba e mandando uma mensagem no privado, vi que ela era de Niterói. Assim, percebendo que eu pouco sabia sobre a folia niteroiense, decidi preparar esse material de entrevista. Fica o agradecimento ao G.R.E.S Bem Amado e a Ronald de Freitas, Diretor de Carnaval e Harmonia, também um dos diretores de Mestre Átila na Acadêmicos do Sossego (agremiação do Largo da Batalha que desfila no Carnaval Carioca, na Série A) que gentilmente foi prestativo desde o início, cedendo informações e fazendo a ponte com a diretoria para que as dúvidas pudessem ser esclarecidas e cedendo a sua história para o blog. MUITO OBRIGADO PELA ATENÇÃO!

Um resumo do Carnaval Niteroiense
Vocês conhecem o carnaval de Niterói? Ele já foi o segundo maior carnaval do Brasil! A festa carnavalesca que em 2018 foi realizada nos dias 12 e 13 de fevereiro é bem diferente do glamour vivido na Sapucaí. Na Rua da Conceição é onde ocorrem os desfiles, que neste ano contou com 29 agremiações distribuídas entre Grupo Principal, B e C.
Para quem não tem ideia de como é a estrutura dos desfiles niteroienses, imagine uma avenida muito parecida com a Intendente Magalhães, no bairro do Campinho, no Rio de Janeiro, e com maior interação público-escola de samba.

Atualmente, temos três agremiações que faziam parte da festa carnavalesca em Niterói, porém, decidiram se filiar ao carnaval da capital fluminense e desfilarem na Intendente Magalhães/Sapucaí. O Acadêmicos do Cubango, Acadêmicos do Sossego e Unidos do Viradouro. Aliás, quando as três potências de Niterói saíram do carnaval local, houve esvaziamento e, como consequência, paralisação dos cortejos. Somente em 2006 a cidade vizinha ao Rio de Janeiro retornou com as atividades da maior manifestação cultural, política e social que existe no mundo.O G.R.E.S Bem Amado foi campeão do Carnaval-2017, tendo direito de desfilar no Grupo Principal, Abaixo, a ENTREVISTA EXCLUSIVA:
O presidente da G.R.E.S Bem Amado,
 Sr. Luiz Alberto / Divulgação Facebook

Thiago Nabuco: Conte um pouco da história do G.R.E.S Bem Amado para o Olha a Crítica.

G.R.E.S Bem Amado: A escola foi fundada no dia 10/10/1978, e está localizada em Niterói (São Francisco-Grota). É uma agremiação humilde e bastante popular em Niterói, que no ano de 1978 surgiu como bloco de amigos e logo após engrenou como escola.



TN: Já houve alguma personalidade conhecida do carnaval carioca que já integrou a G.R.E.S Bem Amado?

G.R.E.S Bem Amado: Temos orgulho em dizer que o renomado carnavalesco Alexandre Louzada já passou pela escola.



TN: Já tem projeto para o enredo de 2019?

G.R.E.S Bem Amado: Ainda está em processo de construção do Carnavalesco Beto com o diretor de Carnaval Ronald Freitas, junto do patrono Sr. Luiz Alberto, o enredo ainda esté em desenvolvimento. O que podemos dizer é que iremos valorizar as preciosidades de nossa comunidade aqui na Grota, onde temos bastante histórias boas para serem exploradas e, com certeza, iremos fazer isso.


A Diretora de Bateria
Priscila Oliveira:
3 anos com notas máximas
 no quesito! / Divulgação Facebook



TN: Há quanto tempo a Diretora de Bateria Priscila Oliveira está à frente dos ritmistas do Bem Amado?

G.R.E.S Bem Amado: Ela está indo para o terceiro ano à frente dos ritmistas. Nos dois últimos carnavais, inclusive, obteve notas máximas no quesito.



TN: Vocês têm dificuldades para colocar o carnaval na rua, tendo em vista que, normalmente, agremiações de grupos que não são o principal sofrem com isso?

G.R.E.S Bem Amado: O Carnaval de Niterói é um Carnaval de superação, e todas as escolas que conseguem passar na rua da Conceição, com certeza podem se achar uma vencedora, pois não é fácil, dificuldade a todo tempo. Além da subvenção ser reduzida, o dinheiro chega muito próximo do dia do carnaval, e assim vêm as dificuldades para se realizar um bom desfile com tão pouco tempo. Mas, mesmo com todos os problemas, a escola todo ano faz um bom desfile, sempre com respeito, humildade e muito profissionalismo.



TN: Em relação a barracão, as agremiações de Niterói têm locais apropriados para a confecção do carnaval da cidade?

G.R.E.S Bem Amado: As agremiações de Niterói mesmo com toda dificuldade, tem um barracão onde ficam todas as escolas do Carnaval de Niterói.

Alessandra Barboza é a Rainha de Bateria da agremiação / Divulgação Facebook
TN: Qual é a liga que dirige os Grupos A, B e C do carnaval niteroiense?

G.R.E.S Bem Amado: A nossa escola é afiliada a LESNIT, presidida por Carlos Xororó, e se encontra hoje no Grupo B do carnaval Niteroiense.



N.E: A LESNIT (fundada em 20 de março de 2017) surgiu de uma dissidência com a UESBN (União das Escolas de Samba e Blocos de Niterói), pela insatisfação com os resultados do Carnaval-2017 e com o objetivo de valorizar os desfiles locais, tendo em vista que algumas agremiações corriam risco de enrolar a bandeira. De 29 afiliadas à antiga liga, 21 romperam para a formação da nova entidade carnavalesca, buscando também amparo judiciário e contábil. O Bem Amado foi uma delas.


Polivalente: Diretor de Harmonia e Carnaval
Ronald Freitas
também é ritmista e diretor de Mestre Átila,
 no Sossego / Divulgação Facebook






TN: O carnaval da Rua da Conceição é parecido com o da Intendente Magalhães, onde desfilam os Grupos B, C, D e E?

G.R.E.S Bem Amado: É parecido com a Intendente Magalhães, sim! É um clima muito legal, até porque as arquibancadas ficam muito próximas da pista de desfile. É muito legal a interação do público com as escolas.


TN: Ronald Freitas, Diretor de Harmonia e Carnaval do G.R.E.S Bem Amado, conta aqui pro Olha a Crítica desde quando você está inserido no universo carnavalesco?

G.R.E.S Bem Amado: Então...eu estou no mundo do samba desde o ano de 2009 pela minha escola de coração, Acadêmicos do Sossego, onde no meu primeiro ano fui campeão. Sempre fiz parte da bateria, sempre fui ritmista. Em 2017, fui para o G.R.E.S Souza Soares (8º colocado naquele ano), que também desfila em Niterói, sendo que no grupo principal do carnaval niteroiense, onde fiz parte da direção da escola. Com o trabalho que fiz na agremiação, o presidente do Bem Amado, o Sr. Luiz Alberto, gostou do que foi feito por mim, e ele me fez um convite de estar na escola para o Carnaval de 2019. Sem pensar duas vezes, aceitei o desafio.
Beto é o carnavalesco da escola
/ Divulgação Facebook




Confiram a ficha completa da diretoria da agremiação:

Composição do G.R.E.S Bem Amado

Presidente: Luiz Alberto

Carnavalesco: Beto

Diretor de Carnaval: Ronald Freitas

Diretor de Harmonia: Ronald Freitas

Diretora de Barracão: Suelen Fonseca

Direção de Bateria: Priscila Oliveira

Rainha de Bateria: Alessandra Barboza

Direção de Passistas: Rômulo Doring


Rômulo Doring é o responsável pela ala de passistas do G.R.E.S Bem Amado / Divulgação Facebook







19 julho, 2018

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Maior feira de negócios voltada para o Carnaval se consolida como um dos grandes eventos da maior manifestação cultural do mundo

Contagem regressiva para mais um Carnavália-Sambacon, o maior evento de empreendedorismo voltado única e exclusivamente ao carnaval, como a promoção de novos negócios, expositores, oficinas, valorização de marcas e produtos de profissionais autônomos e fóruns de conversação. Para garantir o seu ingresso, acesse http://carnavalia.net

Foto: Diego Mendes

Faltam apenas sete dias para o evento (que terá início no dia 26, quinta-feira e terminará no dia 28, sábado), a Timbre Comunicações e a Ami7, empresas organizadoras do evento, já comemoram a repercussão e as novidades para o evento de 2018:

- Ano passado a Feira aconteceu no suor. O país atravessava uma crise profunda, mas resistimos, apostamos e fizemos uma Carnavália-Sambacon com resultados muito positivos. Ainda que não estejamos vivendo um momento economicamente perfeito, as coisas começaram a melhorar e, este ano, estamos com a Feira praticamente toda vendida - diz Elias Riche, da Ami7.

O crescimento da participação no evento é notória. Nos últimos quatro anos, a feira teve a movimentação de mais de 12 mil espectadores, gerando negócios de R$30 milhões ao longo dos três dias de evento. Esses números foram decisivos para que novas oportunidades se abrissem no carnaval.

O mercado do Carnaval abrange quase todas as profissões dentro dele. Logo, a cadeia produtiva tende a aumentar. Para que os desfiles aconteçam, são necessários profissionais das áreas de engenharia, tecnologia, design, entre outros, sem contar na área de gestão. Hoje, as escolas de samba precisam ter profissionais de direito, administração, arquitetura e por aí vai - comentou Elmo José dos Santos, também da Ami7.

Foto: Diego Mendes
O evento, que também é idealizado e realizado como um evento profissional e cultural, a Carnavália-Sambacon do ano de 2018 traz, além da diversidade dos novos expositores, variadas intervenções, como shows, desfiles e mostras de fotografia. Todas essas atividades ocuparão o terceiro andar do Centro de Convenções SulAmérica. Segundo Nei Barbosa, da empresa Timbre, o sucesso da feira pode ser atribuídas justamente à oferta de novas possibilidades que surgem durante o evento:

- Nós procuramos oferecer possibilidades para todo tipo de público e isto faz o sucesso da Feira. Nela, você tem desde o amante do Carnaval, passando pelos profissionais que estão atuando ou os que querem se reciclar e costurar novas parcerias através de network, até as autoridades, instituições ligadas à organização da festa por todo o país e, logicamente, as empresas que fazem o Carnaval acontecer. Este ano teremos novidades como a reciclagem de isopor e as tecnologias de grandes marcas que estão pela primeira vez no evento - diz Nei.

Foto: Diego Mendes


Dentre as atrações do evento, está o coral do Instituto Zeca Pagodinho (http://www.institutodozeca.com.br), escolas de samba e a cantora Mariene de Castro também fará show na feira. E teremos, assim como no ano de 2017, pelo segundo ano consecutivo, a presença dos bois de Parintins, neste intercâmbio regional maravilhoso, no qual o Carnaval carioca bebe diretamente da fonte com suas esculturas e alegorias. 



Inclusive, no dia 27, sexta-feira, ocorre às 15h30, logo após a abertura da mesa, o I Encontro dos grupos que estudam carnaval nas universidades e, representando o Observatório de Carnaval do Laboratório de Estudos do Discurso, Imagem e Som, núcleo de pesquisa o qual eu sou integrante, estará o doutorando na área de Análise do Discurso (OBCAR/LABEDIS) Tiago José Freitas Batista. E também terá a presença de Tânia Clemente (Professora Doutora do Museu Nacional da UFRJ), Fred Góes (professor da pós-graduação da Letras/UFRJ) e o professor Felipe Ferreira, da UFRJ, autor da obra O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro (leitura recomendadíssima).

Quem quiser, dá uma olhadinha no que o Observatório de Carnaval também vem fazendo pelo Facebook
https://www.facebook.com/Laborat%C3%B3rio-de-Estudos-do-Discurso-Imagem-e-Som-Labedis-154134668647536/.

E também tem o site http://www.labedis.mn.ufrj.br/index.php/projetos/observatorio-de-carnaval.

O endereço do Centro de Convenções SulAmérica é Av. Paulo de Frontin, 1 - Cidade Nova, Rio de Janeiro - RJ, 20260-010.

Instagram: @carnavaliasambacon
Facebook: @feiracarnavalia








16 julho, 2018

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Na Piscina do Bangu, agremiação promove feijoada pra receber os compositores e suas obras. A Rainha Lexa confirmou presença, além do show da Mangueira e do Grupo Sambarasso


A Rainha Lexa também receberá os compositores / Foto: Magaiver Fernandes
A Unidos de Bangu se prepara para o Carnaval de 2019. A Vermelho e Branco, que retornou às atividades carnavalescas no cano de 2013, alcançando já em 2015 a chance de desfilar na Sapucaí, pela Série A, e retornando à ela em 2018, promove neste domingo (22/7) uma feijoada para o recebimento das obras dos compositores para o desfile do ano que vem. A festa também contará com a presença da Rainha de Bateria Lexa, que estará pelo segundo ano consecutivo à frente da bateria comandada por Mestre Léo, na agremiação desde julho de 2017, e que também irá para a sua segunda participação com a escola na Sapucaí.

Segundo o Diretor de Carnaval e Harmonia, Jeferson Carlos, existe a expectativa de grandes obras serem apresentadas na feijoada de domingo.

Foto: Claudio Mello Cholodovskis
Esperamos contar com um número maior de parcerias em relação ao ano passado, quando foram 15 na disputa, com a certeza de que todas virão fortes para ganhar. Este domingo marcará o início de nossa caminhada e será uma linda festa com a participação e empenho de todos os envolvidos - afirmou o diretor.

Em 2018, a Unidos de Bangu foi a 12ª colocada na Série A do Carnaval carioca. O enredo foi A travessia da Calunga Grande e a nobreza negra no Brasil, desenvolvido por Cid Carvalho. Por sinal, foi um dos melhores sambas do grupo, interpretado por Thiago Britto e Leandro Santos. Para 2019, a agremiação do bairro homônimo trará o tema Do ventre da Terra, raízes para o mundo, que será elaborado pela dupla Edson Pereira (que também assinará o carnaval da Vila Isabel no Grupo Especial e foi campeão com a Viradouro em 2018, na Série A) e Alex Oliveira, que já desenvolveu carnavais à frente da Acadêmicos da Rocinha. 

CLIQUE AQUI e confiram o post sobre a chegada da dupla Edson Pereira e Alex Oliveira na Unidos de Bangu!

E a feijoada ainda terá um toque refinado. Raul Novaes, super conceituado e premiado com o título de Feijoada Nota Dez, a Feijoada da Bangu será neste domingo, dia 22, com horário de início previsto para as 13h, na Piscina do Bangu. Você pode adquirir a sua entrada antecipada com o valor promocional de R$20,00 e terá direito a um prato de feijoada, além de um copo promocional!!! Abaixo, o esquema com valor, data e endereço.



SERVIÇO: Feijoada da Bangu com Show da Mangueira e presença da Rainha Lexa
DATA: 22/07/2019 (Domingo)
LOCAL: Rua Francisco Real, 1445 - Bangu/RJ (Piscina do Bangu)
HORÁRIO: 13h
ATRAÇÕES: Estação Primeira de Mangueira, Segmentos da Bangu e Grupo Sambarasso
VALOR: R$20 (Entrada+Feijoada+Copo)
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

Divulgação Unidos de Bangu




15 julho, 2018

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Carnavalesco também desenvolve enredo na G.R.C.E.S.M. Petizes da Penha, escola mirim que completou 16 anos no mês de Junho. Confiram abaixo sobre o trabalho do artista que se divide também na Intendente Magalhães

Diângelo pela Petizes da Penha / Divulgação
Essa é hora em que o carnaval começa! Quase todas as agremiações já têm certos seus enredos, sinopses e já trabalham na chegada de materiais para os desfiles de 2019. Não é diferente da Petizes da Penha, Escola Mirim do bairro da Penha, onde o carnavalesco Diângelo Fernandes desenvolverá A Divina Comédia Nordestina... Não sei, só sei que foi assim, que exaltará a vida nordestina em uma clara referência ao mestre da literatura regionalista, Ariano Suassuna e sua obra mais conhecida O auto da compadecida, escrito em três atos e encenada pela primeira vez em 1979, com direção de João Cândido. 

E o trabalho de Diângelo não é novo com a Petizes da Penha. O carnavalesco assinará o carnaval da agremiação pelo quarto ano. Ele também já assinou carnavais no Acadêmicos do Engenho da Rainha, de 2013 à 2017, na Flor da Mina do Andaraí, em 2008, e de 2010 a 2015 assinou o carnaval da Unidos e Manguinhos, dividindo as atividades em 2014 com Leonardo Soares, no enredo em homenagem a Unidos da Tijuca, Unidos da Tijuca...Não é segredo eu amar você!, retornando ao posto da Verde, Rosa e Branco para o ano de 2019. Perguntado sobre a responsabilidade de assinar um carnaval de escola mirim, Diângelo Fernandes destacou a importância do desfile para a criançada que será a futura geração do nossos samba.


- O trabalho em si é o mesmo nas escolas convencionais e nas mirins. A responsabilidade acaba sendo maior com as crianças, pois mínimos detalhes que deixem de ser feitos, a criança sente muito mais que o adulto. Aquilo é muito importante para eles. Falar do nordeste será uma experiência maravilhosa com essas crianças - contou, Diângelo Fernandes.

Em um dos trechos da justificativa do enredo diz: Nosso enredo como o “Auto”, será apresentado em três atos. O desfile gira em torno das aventuras de João Grilo, um tipo pitoresco que protagoniza os acontecimentos de forma absolutamente imaginosa, e seu companheiro Chicó, (ator da fala “Não sei, só sei que foi assim!”). Ambos se envolvem no caso do cachorro da mulher do padeiro, comprometendo um número considerável de personagens que, em meio às confusões armadas pelas mentiras de João Grilo, vão se enredando numa trama que culmina com o julgamento de algumas delas diante de Jesus, da Virgem Maria e do Diabo, permeando a carga religiosa, especificamente o catolicismo, por
meio do binômio “bem e mal”, e a forte cultura religiosa do nordestino, que se apega a Deus e
teme as influências do mal.



Abaixo, o logo do enredo:





À frente da G.R.E.S Unidos de Manguinhos, em 2019 o carnavalesco Diângelo Fernandes trará para a Intendente Magalhães o enredo Carnevale, em latim, que significa "despedida da carne", quando as folias carnavalescas tinham outra configuração e o termo era utilizado no século XVII. Vem coisa boa por aí!

14 junho, 2018

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Após perder Leléu para o Império Serrano, a Borboleta Encantada fecha com o intérprete campeão com a Mangueira em 2016

Demorou, mas chegou. E em alto estilo. A Acadêmicos da Rocinha contará oficialmente com a voz de Ciganerey para o carnaval 2019. Filho de porta bandeira da ex-Caprichosos (Neusinha) e sobrinho do compositor Antônio Silva, do Acadêmicos do Engenho da Rainha, veja abaixo mais sobre o excelente cantor.

Como relatado no site em 25 e 27 de março (confira AQUI as dispensas da Mangueira, cujo intérprete também foi embora junto com o mestre de bateria, e também AQUI, sobre a substituição do cantor por Marquinho Art'Samba), o Ciganerey ficou sem agremiação. A principio, poucas especulações sobre o seu futuro na mídia do carnaval. Mas o novo endereço de Paulo Roberto da Silva será na Rua Bertha Lutz número 80.

A carreira

Foto: Divulgação
Porém, em 2001, Ciganerey já tinha estrada e um currículo grande no carnaval. Seu início se deu em 1984, no Acadêmicos do Engenho da Rainha. À época, ainda era chamado de Paulinho Melodia no mundo do samba. No Grupo 1B, a agremiação conquistou a quinta colocação no extinto Grupo 1B.
Permaneceu no Engenho até 1993 e, em 1994, foi parar na Unidos do Cabuçu, do bairro do Lins, antes de retornar à agremiação que o revelou, de 1995 até 1998.
Em 1999, o intérprete foi contratado pelo Paraíso do Tuiuti e foi nesta época que o nome Ciganerey surgiu (após uma sessão de numerologia com a mãe de santo do terreiro que frequentava), que significa o rei dos ciganos. E foi em 2001 que o cantor teve maior projeção, cantando na estreia da agremiação de São Cristóvão no Grupo Especial. 
No ano de 2003, retorno ao Engenho da Rainha e um quarto lugar no Grupo C. Nos dois anos seguintes Ciganerey voltou ao Paraíso do Tuiuti, sendo também voz de apoio no carro de som da Beija-Flor.

Os Três Tenores da Mangueira

Em 2010, Ciganerey fechou o seu primeiro contrato com a Estação Primeira de Mangueira para o lugar de Rixxah no projeto mangueirense. Então compôs o carro de som com o saudosíssimo Luizito e Zé Paulo Sierra, que havia cantado nos desfiles de Caprichosos e Arranco do Engenho de Dentro no antigo Grupo de Acesso A. Naquele ano foi alcançada a sexta colocação naquele carnaval. O projeto dos Três Tenores da Mangueira continuou em 2011, quando a escola foi a terceira colocada. 

Do rebaixamento ao campeonato

O intérprete em 2013 cantaria na União de Jacarepaguá com Tiganá (atualmente na Unidos da Ponte, recém-promovida à Série A), mas não fez parte da agremiação. Fechou contrato com a Inocentes de Belford Roxo, no enredo O Triunfo da América - O canto lírico de Joaquina Lapinha. Ainda havia sido especulado o seu nome para cantar a reedição Os Sertões, na Em Cima da Hora, naquele mesmo ano, mas ficou mesmo na Cidade do Amor. Somente em 2015 Ciganerey foi para a agremiação de Cavalcanti, naquele fatídico ano em que a escola foi rebaixada por vir quase que completamente sem fantasias, devido à falhas amadoras da diretoria. Porém, em 2016, o cantor foi contratado pela Mangueira (devido à morte de Luizito, pois ele já havia acertado retorno ao Paraíso do Tuiuti, gravando até mesmo a versão do samba oficial no CD) para ser voz única no carro de som da Verde e Rosa. Com o assombro do rebaixamento que bateu à porta da sua quadra em 2015, após um 11º lugar lamentável, e apostando em um dos atuais melhores carnavalescos do Rio, Leandro Vieira, a Estação Primeira foi campeã com esse time. 


Premiações no carnaval carioca

Ciganerey já teve algumas conquistas individuais na sua carreira artística. Já em 1990 ganhara o Estandarte de Ouro como compositor. Ganhou prêmio de Melhor Intérprete do S@mbanet pelo Grupo de Acesso A, na Tuiuti, nos anos de 2000 e 2005. No ano de 2010, mais um prêmio como melhor cantor pelo S@mbanet, mas pelo Grupo B, com o Arranco do Engenho de Dentro. E em 2016, campeão pela Mangueira, recebeu como Melhor Intérprete também, mas pelo Tamborim de Ouro e Gato de Prata.



Fora do Rio de Janeiro

Longe da Cidade Maravilhosa, Ciganerey também realizou alguns trabalhos. Em 2010 foi voz junto com Vander Salles no carnaval de Porto Alegre, pela escola Academia de Samba Praiana. No carnaval da capital Sul-riograndense, também fez parte da Samba Puro. E em 2014, mas no carnaval de Uruguaiana, o intérprete cantou na Deu Chucha na Zebra, no enredo Sucatas.

Acadêmicos da Rocinha

Para 2019, o intérprete cantará o enredo Bananas para o Preconceito, do carnavalesco campeão da Série A em 2013, em seu ano de estreia. A Borboleta Encantada será a terceira agremiação a desfilar na sexta-feira de carnaval, pela Série A.

03 junho, 2018

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Sem comparação! Conheça mais sobre o intérprete, o seu estilo e elegância, e o trabalho artístico em paralelo ao samba-enredo. Saiba como foi a reação do cantor ao receber o convite da Vizinha Faladeira, as suas experiências fora do carnaval carioca e como os seus gritos de guerra se transformaram na sua marca registrada. É EXCLUSIVA!

O mercado do carnaval segue agitado. E desta vez é no Grupo B da LIESB. Anderson Paz, de voz inconfundível e que integrou o carro de som da Tricolor da Baixada, a Inocentes de Belford Roxo, com Ricardinho Guimarães, é o novo intérprete oficial da Associação Recreativista Escola de Samba Vizinha Faladeira.

Foto: Divulgação Facebook Anderson Paz

Início de carreira
Anderson Paz teve seu início de carreira ainda na região onde foi criado, no Complexo da Maré, no bloco Mataram Meu Gato, que hoje é a atual agremiação G.R.E.S Gato de Bonsucesso, na Nova Holanda, e fez parte de grupos de pagode com grandes intérpretes do samba-enredo carioca - Rixa, Carlinhos de Pilares, Dedé da Portela, Celino Dias, etc). Já no final da década de 90, ele compôs o carro de som da Portela e, no ano de 2000 foi contratado pela Sociedade Recreativo Escola de Samba Lins Imperial. Desta forma, foi vencedor do Prêmio S@mba-Net como o melhor cantor do Grupo B.





Seu talento chamou atenção. A São Clemente, agremiação que em 2001 disputava lugar para subir ao Grupo Especial e que revela/projeta muitos profissionais do mundo do samba, o chamou para ser intérprete oficial, onde permaneceu até 2004. Em 2005, Anderson Paz foi para a Acadêmicos da Rocinha, sendo campeão com o enredo Um mundo sem fronteiras, no Grupo de Acesso A, e em 2006, quando a Rocinha voltava ao Grupo de elite do carnaval carioca após 10 anos. Porém, em 2007, o intérprete se transferiu para a Estácio de Sá para cantar o enredo reedição de O Ti-ti-ti do Sapoti. Retornou à Borboleta Encantada de São Conrado em 2008, continuou em 2009, mas o seu destino em 2010 foi o Paraíso do Tuiuti, no enrendo Eneida, o Pierrot está de volta!. Também teve passagem pelo Unidos do Peruche, no carnaval de São Paulo, Mocidade Louca, de Campos, Unidos da Saudade, de Nova Friburgo. Seus últimos trabalhos foram no Porto da Pedra, de 2014 até 2017, onde brilhou com a sua voz.


ABAIXO, A ENTREVISTA EXCLUSIVA QUE O INTÉRPRETE ANDERSON PAZ CEDEU GENTILMENTE AO BLOG "OLHA A CRÍTICA!"

Thiago Nabuco: Como foi a sua reação ao receber o convite da Vizinha Faladeira?

Anderson Paz: Foi legal! Fiquei emocionado, porque os meninos que estão à frente da escola hoje, eu vi começando no samba! Quando eu os conheci, eles eram novinhos na bateria! E somos todos amigos de bairro! Não sou cria do Santo Cristo, mas no tempo que frequento o bairro passei a gostar muito daqui ! Minha esposa atual é criada no bairro e tenho filhos com ela. Minha vida passou a ser aqui, né! Quando eles , o presidente e amigo Davi e o Marquinhos me convidaram, eu não esperava. Geralmente, os amigos se acostumam muito com a gente perto, né...então percebemos o quanto eles nos valorizam ou não! É aquele velho ditado: Santo de casa ....mas tô feliz! Muitos, de repente, nem entendem isso, porque se acostumam a nos ver na Série A ou no Especial. Mas considero a Vizinha uma grande escola, independente do grupo, inclusive na questão financeira! Claro que nós profissionais queremos ganhar bem e cantar numa escola de ponta. Mas o carnaval da Série A e do Especial estão passando por um momento muito conturbado. De dois anos pra cá, tudo muito incerto! Isso deixa todos muito preocupados.


TN: O que te inspirou a adotar o grito de guerra “Sem comparação”? Foi pensado, ou saiu por acaso e agora é a sua marca?

AP: Uma delas. Foi em São Paulo, quando cantei na Unidos do Peruche. “Sem comparação! O meu Pavilhão é só emoção”. Aí, achei que ficou legal e vim fazendo. Mas o “Seguraaiiiiiiiiiiii” e o "Salve as crianças” todos gostam.


TN: Por razões pessoais, você teve de se afastar do Carnaval por um período. Como foi tomada a sua decisão de que já poderia retornar?

AP: Sim! Me afastei por motivos religiosos e pessoais! Estava me separando da minha ex- esposa, fiquei muito chateado psicologicamente. Um ano antes havia passado por problemas profissionais, quando saí da Acadêmicos da Rocinha e fui pro Império Serrano. As coisas acabaram não dando certo por lá. Fiquei quase de fora do carnaval em 2010. O Thor, era presidente da Tuiuti e me chamou para ir pra lá. Juntando separação, mudanças de escola e problemas emocionais, profissionais, logo mexe com o nosso espiritual também, né. Foi que quando voltei pra Rocinha, e nem permaneci. Entreguei o cargo no palco da escola porque me converti ao evangelho,e aceitei (recebi) Jesus Cristo,  abandonei o samba e o carnaval. E, sinceramente, não ia voltar mais! Um ano depois, um irmão da igreja quem conversou comigo, e me orientou a voltar a trabalhar com que eu gosto, que é cantar, a música! Depois de muitas orações para não fazer as coisas de qualquer jeito, voltando, fui convidado por duas escolas, Em Cima da Hora e Unidos do Porto da Pedra. Fui pra Porto, onde fiquei durante 4 anos. Hoje sou evangélico e faço o meu trabalho de cantor de Samba Secular Não canto só nas escolas, também tenho um CD solo de pagode que, inclusive, eu já tinha gravado antes de ir pra igreja.

NE: Confira a faixa Na Lei da Razão, do álbum do intérprete chamado Referência >>> https://www.youtube.com/watch?v=axntfJGSPVQ&t=1s <<<


TN: Já teve que mudar muito o seu tom ou estilo de cantar em alguma agremiação?

Anderson Paz, nos tempos de São Clemente / Foto: Sambariocarnaval
AP: Não! Isso vai de acordo com o trabalho que cada escola tem. Cada escola tem as suas características, sua marca, cultura, etc. E eu busco respeitar isso. Hoje faço um trabalho além de intérprete, não só de subir ao palco pra cantar. Me comunico mais com a escola, interajo mais com a comunidade, com o público, com os torcedores e fãs da escola. Faço um trabalho de acordo com o samba escolhido, procurando imprimir um canto forte, juntamente com a comunidade e os  componentes! Todos sabem que, apesar das escolas serem coirmãs, há uma disputa em questão. Por isso busco incentivar, levantar a autoestima nos ensaios da escola, rumo à vitória, ao campeonato.



TN: Existe diferença entre cantar no Carnaval de São Paulo e no do Rio?

AP: De certa forma, sim. Foi o que falei, a cultura...apesar de ser samba, carnaval, eles fazem carnaval de uma forma diferente. Hoje, já está até mais profissional, pois muitos dirigentes e diretores vem aprender e buscar assessoria no carnaval do Rio! Aqui, no Rio, o carioca gosta da cultura samba e carnaval. Lá são poucos que gostam e desfilam. Uma parte não liga para o samba e o carnaval. A verba, por exemplo, é bem menor que no Rio. Os direitos autorais de samba enredo também. Os salários de componentes contratados, como interprete, diretor de bateria, Mestre-Sala e Porta-Bandeira, etc, é bem mais baixo, até por causa da verba. Mesmo sendo carnaval, o clima também é diferente. Fui cantor da Unidos do Peruche em 2012 e, para fazer o componente se soltar, evoluir e cantar, foi preciso interagir mais do que aqui, no Rio! Lembro que quando fui intérprete naquele ano, o Peruche estava no Grupo de Acesso e, no entorno do Anhembi, não tinha ninguém, muito vazio! Só havia os desfilantes das escolas daquele dia. Enquanto aqui, o centro da cidade e todos os lugares  ferve com os desfiles das escolas, coretos e blocos em todos os dias da semana do carnaval. Agora, de uns 3 anos para cá, que São Paulo tem aderindo aos blocos de rua.


TN: Como foi a sua experiência no Carnaval de Campos e de Nova Friburgo?

AP: As experiências são boas, mas é sempre bom frisar que, quando vamos fazer um trabalho fora do Rio, vamos nos deparar com pessoas que são desses lugares, e lidamos com culturas diferentes. As opiniões se dividem muito. Tem lugares em que somos muito bem recebidos, muitos dizem que são fãs, etc. Acho que isso depende muito do desenvolvimento do trabalho que iremos fazer nos lugares. Em Campos (2015) foi muito bom. Inclusive, fui contratado para o próximo carnaval de lá, que seria agora nesses meses, mas acho que não haverá carnaval lá esse ano. A escola é a Mocidade Louca, do presidente Jorginho de Ogum. Em Friburgo foi na Unidos da Saudade, em 2015. Fizemos um desfile lindo. Independente de qualquer coisa, é sempre bom levar nossa experiência para outras cidades. Esse ano fui campeão do carnaval de Três Rios, na G.R.E.S Bom das Bocas.


TN: Você foi um dos primeiros intérpretes que “renovou” o design dos trajes dos cantores, como, por exemplo, na São Clemente, quando vestia terno amarelo e preto, porém, em quadriculados, losango, estrelas e etc, rompendo com a formalidade dos ternos. Hoje, muitos cantores até vem completamente fantasiados. Você acha esse crescimento importante?

Anderson e sua filha, Maria Luisa , no Porto da Pedra-2017/ Foto: Sambarazzo
AP: Sim! Inclusive, nos últimos anos, na Porto da Pedra, desfilei bem à vontade, combinando com o enredo. Mas isso tudo começou porque na Estácio eu passei mal e ninguém sabia disso! Nem minha ex-esposa, que desfilava sempre comigo. Só percebeu no fim do desfile. Estava muito calor em 2007 e o terno era de um tecido muito grosso, passei muito mal, mas não podia deixar o microfone cair, né kkkkkkkkkkkkkkkkk. E fui cantando mais pausado, mas fui até o fim. Ufa! Sempre fui muito vaidoso, acho que um dos mais elegantes, assim diziam. Quando comecei, na década de 90, na Portela, eu sempre mandava fazer as minhas roupas em alfaiate, nem era oficial, mas gostava de chagar bonito, só usava linho! Aqui, no Rio, isso mudou muito. Os intérpretes sobem no palco até de camiseta sem manga. Em São Paulo, os cantores são mais tradicionais. Usam sobretudo e ternos, sapatos de couro bonitos, porque, além disso, lá faz muito frio.


TN: Existe diferença entre cantar um samba na quadra e no dia do desfile?

AP: Há uma diferença entre avenida e quadra. Na quadra, procuro cantar bem, com boa dicção, sem muitos cacos. Na Avenida, aí sim! O canto é com mais garra.

30 maio, 2018

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Agremiações que foram expulsas pela prefeitura ainda buscam um teto para abrigarem seus barracões. Espaço na Avenida Brasil pode ser a solução. Porém, o terreno já tinha previsão para ser usado para outras manifestações culturais

No post anterior do blog, eu comentava justamente sobre a questão das escolas de samba da Série A do carnaval carioca ficarem sem seus barracões, devido à operações da prefeitura para as obras na Zona Portuária da cidade. Confira AQUI um apanhado do descaso e negligência das prefeituras do Rio. Esse despejo, inclusive, rendeu apelo dos presidentes Reginaldo Gomes (Inocentes de Belford Roxo), Marcos Vinícius de Almeida (Alegria da Zona Sul) e Zezo (Santa Cruz). 

Enquanto as promessas que os sambistas ouvem desde 2011, quando o então prefeito da cidade, Eduardo Paes, havia levantado a hipótese da construção da Cidade do Samba 2, que abrigaria as agremiações da Série A do carnaval, uma solução para o descaso do poder público com a cultura carioca pode estar tomando forma. Na semana passada, mais precisamente no dia 25 de maio, a LIERJ (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), diante dos despejos que ocorreram nos antigos barracões, solicitou à RioTur que o terreno próximo à antiga fábrica Sabão Português, na Avenida Brasil, em Benfica, onde era a Rheem Química, na Rua Prefeito Olympio de Melo 721. Assim, no espaço requisitado com 5 mil metros quadrados, a intenção é com que este local se torne a Cidade do Samba 2, tão especulada desde que o ex-prefeito jogou a ideia no ar e deixou todos só na saudade.

– A Cidade do Samba 2 é um sonho que temos há seis anos. Estamos montando um projeto pra este terreno e, assim que ficar pronto, vamos apresentar pra prefeitura – revelou Renato Thor, presidente da LIERJ.


Alegoria da Alegria da Zona Sul já no novo local / Foto: Guito Moreto/Agência O Globo


Manifestações ignoradas

O terreno, inclusive, aproveitando a deixa das prefeituras de negligenciarem e não investirem nada em cultura, educação e cidadania, seria utilizado para o projeto "Escola da Rua", batizado carinhosamente de "Funkódromo", onde seriam realizadas oficinas de grafite, DJs, MCs e dançarinos, hip hop, funk e outras manifestações urbanas. Este espaço havia sido demolido pelo poder público em setembro de 2012, mas nunca foi utilizado para estes fins. Tira-se de um lado (que mal tem)para dar para outro. 

Segundo a LIERJ, apenas a Acadêmicos do Cubango e a Unidos de Padre Miguel são donas dos seus respectivos barracões na Série A, o que deixa a situação das demais coirmãs temerária.

Resta, a quem acompanha o carnaval, aguardar a boa vontade dos nossos gestores e torcer para que a promessa saia do papel. Enquanto há 12 anos somente uma pequena parte goza de ótima estrutura, outras são expulsas de suas casas, ou mal tem onde começar a montá-la, no caso das agremiações da Intendente Magalhães.

Em nota, a entidade reguladora da Série A se manifestou acerca do assunto:


A diretoria da Lierj esteve reunida durante esta semana com o presidente da Riotur, Marcelo Alves, e, entre diversas pautas, voltou a falar sobre a importância da Cidade do Samba 2 para as escolas de samba da Série A. A conversa foi bastante produtiva e o presidente prometeu abraçar a causa, prontificando-se a viabilizar a cessão de um terreno localizado na Avenida Brasil para que o projeto tão sonhado seja iniciado.


Fontes: Sambarazzo e O Globo