Vai ter raça, amor e paixão na Intendente! Coquetel de lançamento da escola Rubro-Negra está marcado para segunda-feira (13/8), às 20h
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| O pavilhão do Imperadores Rubro-Negros / Foto: Divulgação |
É chegada a hora em que a Nação Rubro-Negra poderá comemorar a inauguração da sua escola de samba. Sem nenhum vínculo formal com o clube da Gávea ou torcidas organizadas, fundada por torcedores apaixonados, a agremiação flamenguista fará um coquetel de lançamento da entidade carnavalesca. Por isso, dia 13, segunda-feira, às 20h, no Infinito Lounge, Avenida Guilherme de Almeira, 67, Recreio dos Bandeirantes ocorrerá o evento fechado à imprensa e convidados.
Abaixo, saiba mais sobre o Império Rubro-Negro, agremiação que levou a bandeira do Flamengo para a Intendente Magalhães, em 2014.
O Flamengo no carnaval
Eis que a Nação Rubro-Negra terá novamente uma escola de samba. Pra quem não sabe a história, uma agremiação da torcida do Flamengo começou as suas atividades em 2013, tendo desfilado no Grupo C, na Intendente Magalhães. Naquele ano, com o 13º lugar e o enredo As vozes da Nação, foi rebaixada e encerrou as atividades.
O surgimento do Imperadores Rubro-Negros foi em 16 de agosto de 2013, e seu desfile foi possível devido a uma substituição de agremiações no Grupo B do ano de 2014. O Império da Praça Seca sofria com a disputa de território entre milicianos e traficantes (olhem só como a falta do poder público afeta em todas as partes a vida dos cariocas) e não pôde compor o cortejo daquele ano.
A cerimônia de troca de bandeira, sediada no Clube dos Portuários, Santos Cristo, zona portuária do Rio de Janeiro, inclusive, foi marca pelo enrolar da bandeira da Verde e Branca da Praça Seca, dando lugar ao pavilhão rubro-negro. Mestre Odilon, vencedor do Estandarte de Ouro, com passagem por União da Ilha do Governador, Mocidade, Grande Rio e Salgueiro foi quem apadrinhou a bateria da agremiação.
Complicações para colocar o carnaval na rua
Nem tudo são flores quando se funda uma nova escola de samba. Problemas burocráticos assolaram a diretoria rubro-negra. Como a nova agremiação não possuia um CNPJ - já que utilizava o da agremiação substituída - o nome Império Rubro-Negro foi utilizado como "nome fantasia" no lugar do Império da Praça Seca. Mesmo com essa troca no quadro, a antiga escola do Fla nunca foi majoritariamente composta por membros da Verde e Branco. Porém, por confusão, o mesmo CNPJ estava sendo utilizado pelas duas agremiações. Houve também a problemática de que não havia quadra nem comunidade para os ensaios, tendo que realizar as suas eliminatórias de samba na quadra da Acadêmicos da Abolição e também na do Arrastão de Cascadura.
Conclusão de 2014...
Tudo deu errado. Na hora do desfile, apenas 70 integrantes, alegoria por terminar e apenas 4 segmentos da escola na pista: Comissão de Frente, Bateria - sem fantasia - e o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Rebaixamento e descenso para o Grupo C.
Agora, a intenção é justamente manter uma agremiação com a cara da torcida do Flamengo: Gigante, apaixonada e disposta a competir pelos primeiros postos em seus desafios.

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