Agremiações que foram expulsas pela prefeitura ainda buscam um teto para abrigarem seus barracões. Espaço na Avenida Brasil pode ser a solução. Porém, o terreno já tinha previsão para ser usado para outras manifestações culturais
No post anterior do blog, eu comentava justamente sobre a questão das escolas de samba da Série A do carnaval carioca ficarem sem seus barracões, devido à operações da prefeitura para as obras na Zona Portuária da cidade. Confira AQUI um apanhado do descaso e negligência das prefeituras do Rio. Esse despejo, inclusive, rendeu apelo dos presidentes Reginaldo Gomes (Inocentes de Belford Roxo), Marcos Vinícius de Almeida (Alegria da Zona Sul) e Zezo (Santa Cruz).
Enquanto as promessas que os sambistas ouvem desde 2011, quando o então prefeito da cidade, Eduardo Paes, havia levantado a hipótese da construção da Cidade do Samba 2, que abrigaria as agremiações da Série A do carnaval, uma solução para o descaso do poder público com a cultura carioca pode estar tomando forma. Na semana passada, mais precisamente no dia 25 de maio, a LIERJ (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), diante dos despejos que ocorreram nos antigos barracões, solicitou à RioTur que o terreno próximo à antiga fábrica Sabão Português, na Avenida Brasil, em Benfica, onde era a Rheem Química, na Rua Prefeito Olympio de Melo 721. Assim, no espaço requisitado com 5 mil metros quadrados, a intenção é com que este local se torne a Cidade do Samba 2, tão especulada desde que o ex-prefeito jogou a ideia no ar e deixou todos só na saudade.
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| Alegoria da Alegria da Zona Sul já no novo local / Foto: Guito Moreto/Agência O Globo |
Manifestações ignoradas
O terreno, inclusive, aproveitando a deixa das prefeituras de negligenciarem e não investirem nada em cultura, educação e cidadania, seria utilizado para o projeto "Escola da Rua", batizado carinhosamente de "Funkódromo", onde seriam realizadas oficinas de grafite, DJs, MCs e dançarinos, hip hop, funk e outras manifestações urbanas. Este espaço havia sido demolido pelo poder público em setembro de 2012, mas nunca foi utilizado para estes fins. Tira-se de um lado (que mal tem)para dar para outro.
Segundo a LIERJ, apenas a Acadêmicos do Cubango e a Unidos de Padre Miguel são donas dos seus respectivos barracões na Série A, o que deixa a situação das demais coirmãs temerária.
Resta, a quem acompanha o carnaval, aguardar a boa vontade dos nossos gestores e torcer para que a promessa saia do papel. Enquanto há 12 anos somente uma pequena parte goza de ótima estrutura, outras são expulsas de suas casas, ou mal tem onde começar a montá-la, no caso das agremiações da Intendente Magalhães.
Em nota, a entidade reguladora da Série A se manifestou acerca do assunto:
A diretoria da Lierj esteve reunida durante esta semana com o presidente da Riotur, Marcelo Alves, e, entre diversas pautas, voltou a falar sobre a importância da Cidade do Samba 2 para as escolas de samba da Série A. A conversa foi bastante produtiva e o presidente prometeu abraçar a causa, prontificando-se a viabilizar a cessão de um terreno localizado na Avenida Brasil para que o projeto tão sonhado seja iniciado.
Em nota, a entidade reguladora da Série A se manifestou acerca do assunto:
A diretoria da Lierj esteve reunida durante esta semana com o presidente da Riotur, Marcelo Alves, e, entre diversas pautas, voltou a falar sobre a importância da Cidade do Samba 2 para as escolas de samba da Série A. A conversa foi bastante produtiva e o presidente prometeu abraçar a causa, prontificando-se a viabilizar a cessão de um terreno localizado na Avenida Brasil para que o projeto tão sonhado seja iniciado.
Fontes: Sambarazzo e O Globo

Esse povo não sabe o que faz. Tira de quem tem menos ainda pra não precisar se preocupar de fazer o que deve ser feito.
ResponderExcluirA cultura popular vai ser esquecida se depender desses tais gestores. O povo tem mesmo é que se juntar e ir pra rua pra ocupar esses espaços urbanos que tanto nos prometem e nunca cumprem.
Bora, povoo. é nois que o carnaval ja começou!
Otima materia! <3
Exatamente. Existem inúmeros espaços inutilizados e já desapropriados, prontos para receber os barracões ou para a realização do projeto Funkódromo, que deveria ter ido pra frente, mas foi morto antes mesmo de surgir. E quem perde é sempre o carioca.
ResponderExcluirObrigado, @byrafavinhas =D <3